Escolhas de vida

Não é fácil fazer boas escolhas na vida. Há momentos em que escolhemos e, em outros, somos escolhidos. A feliz realização de vida depende muito disso. Quem escolhe mal pode não ser realizado nos seus objetivos e em sua vida existencial. É privilegiado quem consegue acertar nas escolhas que faz, se as faz com autenticidade e livre consciência.

Estamos diante de inúmeras e variadas oportunidades que nos são oferecidas pelos indicativos da cultura moderna. São realidades que afetam o estado concreto de vida das pessoas, que podem dificultar, ou abrir espaço para situações novas de realização, seja em nível profissional, como também no de vivência comunitária, ou de vocação para algum trabalho feito em benefício do próximo.

Na dimensão das realidades do alto, Deus não faz distinção entre as pessoas. Pelo contrário, valoriza o ser humano dentro dos parâmetros traçados na sua vida pessoal, dos compromissos que são assumidos, mas, com responsabilidade. Nisso devem estar presentes as exigências de coerência em assumir aquilo que foi escolhido.

Escolher algo para realização na vida significa ser capaz de confiar no futuro, de aguçar a esperança, e de assumir uma trajetória segura que, naturalmente, exige atitude comprometedora. Em geral, toda pessoa normal consegue realizar projetos sustentáveis de vida, que possibilitam segurança e, acima de tudo, dignidade.

A prática cristã é fruto de uma opção de vida, da capacidade de discernimento que a pessoa procurou fazer. É uma escolha que deve ser totalmente livre, fundamentada no Deus de Jesus Cristo e no seu Evangelho. Portanto, comporta um caminho de fé, entendida como dom de Deus. Por natureza tendemos para as coisas divinas.

Corremos o perigo da incoerência, de uma prática distante do discurso, que não passa pelo prisma do amor, da alegria e da doação. É fundamental amar como Jesus amor. E Ele diz: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13). A verdadeira escolha é aquela que comporta fazer o bem às pessoas de maior necessidade dentro da comunidade.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo de Uberaba (MG).
CNBB, 04-05-2015.

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