Clara de Assis: Plantinha de Francisco, Árvore Flamejante dos Franciscanos

Santa Clara de Assis (Chiara Offreduccio Favarone), primeira e principal discípula de Francisco de Assis, é a genuína face feminina do carisma franciscano. Sua feminilidade não foi impedimento para ser igualmente detentora de verdadeiro espírito heroico, demonstrado em sua fuga da casa paterna aos 18 anos e na expulsão do exército sarraceno de Saladino, que tentava invadir seu mosteiro e saquear sua cidade. Francisco de Assis é padroeiro da Itália, entretanto Santa Clara é padroeira de Assis e sua festa é a maior comemoração da cidade.4aa72cc6bb23d2dbadca88bc1e55f526

Mãe espiritual da Ordem Seráfica, Clara deixou em seus escritos um rico ramalhete de princípios espirituais na busca pelo Absoluto. Seguindo a linha mística esponsal, a Abadessa de São Damião compara o Cristo a um espelho, no qual a noiva deve se refletir e tomar atitudes de vida que transformem sua imagem cada dia mais semelhante à do Amado. Reflexo da perfeição divina, Cristo também é a força na qual Clara retira a esperança, a fé e a caridade no projeto de viver a estrita pobreza e simplicidade. Observa-se sua vitória ao conseguir da Santa Sé o Privilegium Paupertatis pelas mãos do próprio pontífice, ou seja, o privilégio de viver sem nada de próprio, pois Roma entendia que as mulheres, sendo frágeis, não aguentariam os votos de pobreza.

Apesar de tanta luminosidade própria, Clara em sua humildade sempre se posiciona atrás do pai espiritual Francisco, autodenominando-se apenas uma plantinha que este cultivou em seu vasto jardim. Nós franciscanos, sejam frades, clarissas ou seculares, como outras flores deste jardim, percebemos em Clara a grande mãe espiritual de nossa família seráfica, a mais bela e maior árvore da floresta dos penitentes que, qual um farol, ilumina nosso caminho em direção à Cristo em noites de tempestade, sempre reiterando aos seus filhos e filhas: “não perca de vista o seu ponto de partida”.

Santa Clara de Assis e de todo o Mundo, interceda a Deus por nós, para que a seu exemplo, no final de nossa peregrinação terrestre, possamos igualmente, de maneira confiante e decidida, louvar ao Criador pela graça da existência e pelo reconhecimento de que conseguimos enfim que não fossemos nós, mas sim o Espírito de Cristo, que habitou nestes vasos feitos de argila, aos quais chamamos corpo. Amém!

Frederico Félix, ofs

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