Retiro 2017

Nos dias 25, 26 e 27 de agosto, a Fraternidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria esteve em retiro no Centro de Formação e Espiritualidade Cabriniano, na Tijuca, sob a pregação de Frei Fábio Cesar Gomes, ofm.

O retiro da nossa fraternidade foi muito rico em convívio e aprendizado! O nosso pregador tratou do tema “A mística do franciscano secular a partir das Fontes” com proposições muito oportunas, a partir de passagens bíblicas e das Fontes Franciscanas e Clarianas, que são merecedores de uma rápida partilha.

Em sua 1ª exortação, pudemos relembrar o início da conversão de Francisco. O Capítulo 3 de 1 Celano nos relata o momento da mudança de comportamento do santo de Assis, por ter encontrado seu “tesouro precioso”, que conservou no seu interior. Francisco foi intensificando sua mística, seu encontro com o mistério de Deus. E dali desenvolveu sua espiritualidade, pois ela surge das  motivações, do que nos dá sentido. Refletimos sobre esse “tesouro escondido”, resumido na pessoa de Jesus Cristo.

Na 2ª exortação, refletimos sobre o seguimento de Jesus Cristo. Pudemos perceber que, ao relembrar às pessoas de sua época a encarnação de Jesus Cristo, Francisco ajudou a Igreja a recuperar a consciência de Jesus histórico, humano, pobre. Assim, esse Cristo não se apresenta a nós apenas para ser adorado, mas para ser seguido (como fez Clara de Assis, que teve o Cristo como espelho). Relembramos que para nós, franciscanos de ontem e hoje, Francisco serviu de “seta”, de “porta” para buscar Jesus. Nas palavras do Frei: “A Ordem Franciscana não é só um grupo de devotos de São Francisco. O núcleo é mais profundo. Temos que ir na essência dele: seguir a Jesus Cristo, viver o Evangelho, nos deixando transformar” .

Consideramos, na 3ª exortação, a Fraternidade. Ressaltamos que a fraternidade franciscana tem origem evangélica, pois a nossa espiritualidade é cristocêntrica. E concluímos, a exemplo do que Francisco escreveu, que a fraternidade perfeita se encontra na qualidade de cada irmão, não na de um ou poucos. “Cada irmãos ou irmã é um presente de Deus. Devemos valorizar este presente. E, ao mesmo tempo, tentar ser o melhor presente para o irmão“, exortou o nosso pregador. Assim, precisamos nos corrigir, nos aperfeiçoar, amadurecer, servir! É através do serviço que a fraternidade acontece.

A 4ª exortação tratou de um aspecto muito estimado pelo carisma franciscano: a minoridade, em todas as suas relações (com Deus, consigo mesmo, com os outros, com todas as criaturas). A minoridade se assemelha ao serviço, pois requer um respeito ao outro. Não é fácil sempre ter em mente a necessidade de se respeitar e se colocar disponível a cada criatura, de sempre agradecer a Deus, motivo pelo qual a minoridade exige uma conversão contínua, uma perene lembrança de que “o homem vale o que é diante de Deus e nada mais“, como disse São Francisco.

Passado esse debate, partimos para a 5ª exortação, que tratou da secularidade: a nossa missão de levar o carisma para o mundo (lembrando sempre que “estar no mundo” não é “ser do mundo”). Pudemos avaliar que Francisco inaugura um tipo de vida espiritual – de compaixão, de proximidade, de ir ao leproso. Isso requer uma reflexão sobre quem são o leprosos de hoje, a quem temos de ir. Desse ponto, fica o incentivo de Frei Fábio: “Nós somos a luz do mundo na medida em que deixamos Cristo brilhar dentro de nós. Somos chamados a refletir a luz de Cristo.

Por último, na 6ª exortação, ponderamos a dimensão mariana da espiritualidade franciscana secular. E como é intrínseco esse aspecto ao nosso carisma! “Maria assimilou em si mesma todos os elementos fundamentais do cristianismo. Ela é a cristã por excelência“, afirmou nosso pregador, que nos lembrou o título mais importante a ela dado: Mãe de Deus, Mãe do Salvador. Pudemos refletir que Maria estava plenamente inserida na  história de seu povo e de seu Filho, e nos ajuda no seguimento de Jesus, pois foi ela a primeira discípula (chamada por Deus). Nesse ponto ainda, lembramos que Francisco sempre teve clara a diferença entre Jesus e Maria. Sendo a nossa espiritualidade cristocêntrica, para além de toda devoção mariana não podemos perder de vista aquele para quem Maria nos aponta.

Essas exortações conseguiram reaviar o nosso carisma. Que possamos propor uma reflexão contínua para seguir cada vez melhores nessa caminhada para Deus!

Colaboração: Fernanda Naldi

 

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